Botucatu Paraty – Números e Curiosidades
- 2006/abril/26
- Posto em Cicloviagem
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Uma aventura dessas, exige uma diversificação e volume muito grande de mantimentos, planejamento, e os números são uma forma curiosa de avaliar a empreitada.
E pelo fato de passarmos por tantas cidades, vilas, fazendas, muitas histórias e costumes são observados, muitas histórias são ouvidas, vamos compartilhar algumas também.
Números
• consumimos em 2 pessoas, 24 barras Flexibar, 8 barras de PowerBar Havest
• 24 sachês de Powergel
• 20 sacos de 100g de Malto-Dextrina, de diversos sabores
• almoçamos e jantamos 16 pratos de comida
• cada prato pesava cerca de 750g, somando 12kg
• cada prato, custava em média, R$ 7.00, somando em 2, R$ 112.00
• tomamos 4 tubaínas por dia, somando 32 (sempre da marca Piracaia)
• tomamos 5 litros de água cada um por dia, somando os 2, consumimos 40 litros
• cada dia, pedalávamos no mínimo 8 horas contínuas
• somando as horas de 4 dias, usamos 30 horas para rodar os 600km
• à cada segundo, damos 2 giros no pedal, o que deu para cada um, mais de 100.000 giros
• o Fernando foi o campeão de rabeiras, 2 caminhões, 1 moto, 2 caminhonete
• cada uma das malas levadas em cada bike pesava 7kg, levamos portanto quase 15kg de carga
• dormimos em 4 cidades, pagando em média R$ 15 por pessoa, somando R$ 120.00para dormir e tomar café da manhã
• no mesmo dia, fomos a quase 2000 metros de altura, e em seguida nível do mar
• fomos para cima de 1500 metros, acima das nuvens, mais de 10 vezes
• subíamos sucessivamente, 5km em 40 minutos, em 7km/h, e decíamos 5km em 5 minutos, acima de 35km/h
• a velocidade mínima, foi de 3km/h, empurrando a bike, e máxima, 80km/h, numas das decidas da Bocaina
• saímos de Botucatu às 15:30h no dia 20/04, eencerramos a pedalada às 15:30h em 24/04, avaliando em horas, usamos 4 dias para a viagem, como foi previsto
• cada ciclista, para uma viagem desta, custa R$ 0.50/km
Curiosidades
• planejamos esta viagem durante 3 meses, e neste período, guardamos cada centavo extra para a aventura, no dia que saímos, o dindin estava completo
• na última hora, eramos 3 participantes, e saímos só em 2, um desistiu por condições trabalhistas
• usamos Google maps e Google Earth para encontrar as rotas na região de Joanópolis, São Franc. Xavier e Monteiro Lobato
• todos os CyberCafés que visitamos, para escrever as matérias, exceto o de Cunha, eram deficientes demais, e não conseguiam publicar as fotos
• usamos um cyber no discado!
• “acordamos” uma padaria em SFX, e os donos da pousada em Cunha
• chegamos todos os dias a noite nas cidades
• passamos por quase 50 cidades e vilas
• quebramos 11 raias, na bike do Fernando e Eduardo
• somente uma queda foi registrada, e de autoria do Luciano de Campinas, na decida para SFX
• tem gente que não sabe que “poisé” é um velho apelido do fusca, estamos velhos demais?
• conhecemos o Zé Juca, dono de um bar no meio dos morros, senhor de 92 anos, que se entitula o cidadão mais velho de Monteiro Lobato, e diz que ainda joga bola todos os finais de semana
• o mesmo Zé Juca, participou da revolução de 32, e pegou o Rafael para contar a breve história
• o povo de lá é tão isolado, que tem um “caipires” próprio, que muitas vezes não entendíamos o que era falado, parecia outro país
• todos os eucalíptos plantados naquela imensa região, são clones!
• suco de malto-dextrina feito com água com gás até que é bom
• 2 cidades que visitamos estavam em festa
• em Cunha, ainda se pratica o velho “footing” (caminhando), ato de paquerar em volta da igreja, rapazes indo para um lado, garotas para o outro, foi muito legal ver a forma que nossos pais azaravam ainda existir!
